Você estaria interessado em se tornar o
sortudo proprietário de um local como esse? Pois antes de começar com as
negociações, é melhor saber onde você está investindo, por que, neste caso,
estamos falando de "Poveglia", uma das ilhas mais assombradas do mundo.
Localizada
a apenas três quilômetros dos famosos palacetes do "Grand Canal de Veneza", ao longo
de sua história, "Poveglia" serviu para diversos fins. Contando com uma área de
apenas 17 acres, a ilha conta com muralhas de uma antiga fortificação octogonal
que foi construída no século 14 para frear os invasores genoveses.
Mais tarde,
durante as guerras napoleônicas, a estrutura foi usada por soldados britânicos
para emboscar os franceses, e era bastante comum que os prisioneiros fossem
queimados na costa.
À
distância, a torre com o sino é a estrutura mais visível da ilha, e também uma
das mais antigas: ela fazia parte de uma igreja do século 12 que foi abandonada
e acabou sendo destruída a mando de Napoleão depois que a área caiu em seu
domínio, e no século 19 foi convertida em um farol.
Contudo, o que veio
engordar o número de vítimas em "Poveglia" foi seu funcionamento como lazaretto
durante as epidemias de peste negra.
A
peste e outras doenças infecciosas foram um grande problema na Europa medieval,
especialmente em grandes centros comerciais como era Veneza.
Assim, a cidade contava com leis bastante estritas de saneamento e, embora na época as pessoas ainda não entendessem como as doenças eram transmitidas, elas tinham noção de que era necessário isolar os doentes para evitar epidemias.
Assim, a cidade contava com leis bastante estritas de saneamento e, embora na época as pessoas ainda não entendessem como as doenças eram transmitidas, elas tinham noção de que era necessário isolar os doentes para evitar epidemias.
Esses
locais de isolamento se chamavam lazarettos, e existiam três deles na Lagoa de
Veneza, o "Lazaretto Nuovo", "Lazaretto Vecchio" e o de "Poveglia".
Assim, os viajantes suspeitos de apresentar alguma doença deviam permanecer nesses lugares durante um período de 40 dias antes de serem liberados para seguir viagem.
Assim, os viajantes suspeitos de apresentar alguma doença deviam permanecer nesses lugares durante um período de 40 dias antes de serem liberados para seguir viagem.
Aliás, foi daí que surgiu o termo “quarentena”, que é derivado do tempo
— "quaranta giorni" — que as pessoas precisavam ficar nos lazarettos.
Apesar
da incrível má fama, a verdade é que nem sempre a estadia em "Poveglia" foi tão
horripilante assim. Segundo os registros históricos, a maioria dos viajantes
contava com seus próprios quartos e eram bem alimentados.
Além disso, eles
ainda contavam com um sistema de correio à sua disposição, e podiam receber e
enviar correspondências enquanto estavam em quarentena.
Foi
na época em que a peste negra alcançou seu auge que "Poveglia" se transformou em
um inferno. Qualquer pessoa suspeita de estar infectada com a doença — fosse
viajante, membro da nobreza ou cidadão comum — era enviada para os lazarettos,
e durante os piores surtos, as ilhas ficaram cheias de doentes e pessoas
morrendo.
Os milhares de corpos começaram a ser rapidamente enterrados em covas
comuns e, depois, na falta de espaço, queimados.
A
localização da maioria das covas de "Poveglia" ainda é desconhecida, e dizem que
a ilha serviu de lar para mais de 160 mil doentes que eram deixados ali para
passar seus últimos momentos de vida — enquanto, diz a lenda, eram assombrados
pelos fantasmas dos que haviam perecido anteriormente.
A atividade como lazaretto foi encerrada no
século 19. tanta gente morreu em "Poveglia", que hoje se acredita que 50% do solo
seja composto por cinzas e restos humanos.
Depois
de alguns anos de inatividade, em 1922, uma casa de repouso para idosos foi
instalada em "Poveglia". Contudo, de acordo com testemunhos — e fortes evidências
que existem pela ilha —, em vez de funcionar como lar para velhinhos, a
instituição era, na verdade, utilizada como local para albergar indigentes
idosos e doentes mentais.
Dizem
que um dos médicos da instituição, além de realizar experiências sinistras,
torturou e matou vários dos pacientes até cair — ou ser empurrado — para a
morte de cima da torre do sino.
O manicômio foi fechado em 1968, e as ruínas
ainda se encontram em "Poveglia", onde estão sendo pouco a pouco devoradas pela
vegetação e pelo tempo. Tanta gente morreu na ilha, que hoje se acredita que
50% do solo seja composto por cinzas e restos humanos!
Com
um histórico como esse, não é de se estranhar que "Poveglia" tenha ganhado fama
de ser assombrada, e já atraiu a atenção de investigadores paranormais e
caçadores de fantasmas.
Curiosamente, as outras ilhas que serviram como
lazarettos estão abertas para visitação pública, e seus antigos hospitais hoje
funcionam como museus. Entretanto, "Poveglia" permanece fechada ao público e a
entrada de visitantes é estritamente proibida.
Em
meados do ano passado, o governo italiano decidiu leiloar "Poveglia", e a ideia
era a de que os compradores transformassem o local em um hotel de luxo.
A ilha continuará sendo de propriedade do Estado, e os investidores teriam direito a um contrato de leasing por um período de 99 anos.
A ilha continuará sendo de propriedade do Estado, e os investidores teriam direito a um contrato de leasing por um período de 99 anos.
Quem
acabou “comprando” "Poveglia" foi o empresário italiano Luigi Brugnaro, que
desembolsou £ 400 mil — equivalentes a mais de R$ 1,6 milhão — pelo local.
O
novo dono desta que é uma das ilhas mais assombradas do planeta ainda não
decidiu o que fará com ela, mas gostaria que ela tivesse algum tipo de uso
público.
Segundo estimativas, as obras de restauração custarão mais de R$ 50 milhões, e o acesso a "Poveglia" continua sendo restrito. (Fonte: Blog Mega Curioso)
Segundo estimativas, as obras de restauração custarão mais de R$ 50 milhões, e o acesso a "Poveglia" continua sendo restrito. (Fonte: Blog Mega Curioso)

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