A despeito das considerações políticas acerca da
condenação de Saddam Hussein, há quem veja a execução por enforcamento como uma
técnica medieval.
Tanto que, nos Estados Unidos, de acordo com reportagem
da rede "CNN" divulgada quando da pena imposta ao
ex-ditador iraquiano, apenas dois Estados que permitem a pena de morte se
utilizam desse método contra seus condenados.
A forca é um instrumento usado, além de suicídios, para
execução de presos ou réus condenados à morte e para assassinatos.
Compõe-se de um poste de madeira com uma corda amarrada
em forma de laço.
O executado é colocado de pé sobre uma mesa ou cadeira,
alçapão ou veículo (como uma carroça, por exemplo), e o laço é posto em volta
do pescoço do condenado. Remove-se, então, o apoio sob o indivíduo.
Se a corda for longa e permitir a queda do corpo, pode
ocorrer uma ruptura das vértebras cervicais, e a seção da medula espinhal, que
provoca a parada da função respiratória e, assim, uma morte rápida.
No entanto, caso as vértebras cervicais não se rompam
(pelo uso de uma corda curta), o condenado morre por asfixia causada pelo laço,
tanto por obstrução respiratória quanto pela obstrução das veias jugulares e
das artérias carótidas, o que acarretará a morte cerebral por falta de
oxigênio.
Segundo o médico forense consultado pela emissora americana, isso
pode acontecer em até três minutos.
De acordo com a reportagem da "CNN", o
coração do condenado pode continuar batendo por cerca de dez minutos.
Muitas vezes esse método era considerado, na Idade
Média, como uma "morte suja", pois podia ocorrer o relaxamento dos
esfíncteres e a liberação de fezes, urina e até de sêmen.
Antigamente, a "morte suja" era considerada
ofensiva à moral do condenado e também de sua família. (Fonte: " Folha Online")

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