quinta-feira, 4 de abril de 2019

Morte por enforcamento pode levar até três minutos

A despeito das considerações políticas acerca da condenação de Saddam Hussein, há quem veja a execução por enforcamento como uma técnica medieval.

Tanto que, nos Estados Unidos, de acordo com reportagem da rede "CNN" divulgada quando da pena imposta ao ex-ditador iraquiano, apenas dois Estados que permitem a pena de morte se utilizam desse método contra seus condenados.

A forca é um instrumento usado, além de suicídios, para execução de presos ou réus condenados à morte e para assassinatos.

Compõe-se de um poste de madeira com uma corda amarrada em forma de laço.

O executado é colocado de pé sobre uma mesa ou cadeira, alçapão ou veículo (como uma carroça, por exemplo), e o laço é posto em volta do pescoço do condenado. Remove-se, então, o apoio sob o indivíduo.

Se a corda for longa e permitir a queda do corpo, pode ocorrer uma ruptura das vértebras cervicais, e a seção da medula espinhal, que provoca a parada da função respiratória e, assim, uma morte rápida.

No entanto, caso as vértebras cervicais não se rompam (pelo uso de uma corda curta), o condenado morre por asfixia causada pelo laço, tanto por obstrução respiratória quanto pela obstrução das veias jugulares e das artérias carótidas, o que acarretará a morte cerebral por falta de oxigênio. 

Segundo o médico forense consultado pela emissora americana, isso pode acontecer em até três minutos.

De acordo com a reportagem da "CNN", o coração do condenado pode continuar batendo por cerca de dez minutos.

Muitas vezes esse método era considerado, na Idade Média, como uma "morte suja", pois podia ocorrer o relaxamento dos esfíncteres e a liberação de fezes, urina e até de sêmen.

Antigamente, a "morte suja" era considerada ofensiva à moral do condenado e também de sua família. (Fonte: "Folha Online")


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