O
Cemitério de Highgate fica na colina Highgate Hill, ao norte da cidade de
Londres, na Inglaterra. Ele é dividido em duas partes: Oriental e Ocidental e
há aproximadamente 170 mil pessoas enterradas em cerca de 53 mil sepulturas, e
oficialmente se chama “Cemitério de St. James”, seu santo protetor.
O
cemitério abriu em 1839, quatro dias antes do 20º aniversário da Rainha Vitória
e foi consagrado pelo Bispo de Londres e fazia parte de um plano de criação de
sete grandes cemitérios na periferia de Londres.
O
projeto ficou conhecido como “Os Sete Magníficos” (Magnificent Seven). Os
cemitérios no interior da cidade, na sua maioria adjacentes a igrejas não
comportava mais enterros e eram vistos como um risco a saúde pública, numa
cidade em franca expansão.
À
semelhança dos restantes “Sete Magníficos”, Highgate tornou-se rapidamente no
local da moda para enterros e era bastante admirado e visitado.
A
atitude vitoriana em relação à morte e o aspecto do cemitério levaram à criação
de vários túmulos e edifícios góticos. O sociólogo alemão Karl Marx, juntamente
com sua esposa, estão enterrado ali, no setor reservado aos banidos pela Igreja
Anglicana.
Ao
lado do túmulo, há a inscrição “Trabalhadores de todas as terras, uni-vos” e um
busto de bronze. A governanta da família, Helena Demuth, amante de Marx e mãe
de um de seus filhos, também está sepultada na mesma tumba.
O
cemitério ainda é famoso por suas “catacumbas egípcias”, e pelos túmulos de
John Galsworthy, George Eliot, Michael Faraday e Dante Gabriel Rossetti.
O
ex-agente secreto russo Alexander Litvinenko, morto por envenenamento, foi
enterrado ali, bem como Douglas Adams, autor de “O Guia do Mochileiro das
Galáxias” e centenas de outras pessoas ilustres.
A
maioria das figuras historicamente notáveis encontram-se na parte oriental.
Visitas as sepulturas mais famosas podem ser feitas, mas devido ao vandalismo e
dos caçadores de “souvenirs”, só são permitidas acompanhadas por um guia, com
exceção se a pessoa tiver um parente falecido.
No
início de 1960, o cemitério então com mais de 120 anos, estava decadente e em
desuso e principalmente, com fama de mal-assombrado e maldito.
De
1967 a 1983, pessoas alegaram ter encontrado túmulos abertos e visto fantasmas
e vampiros. Explorando esta fama, em 2001, o game “Drácula 2 – O Último
Santuário” reconstituiu o “Cemitério de Highgate” em um ambiente 3D, juntamente
com outros cenários mórbidos. O caso mais famoso, conhecido como “Vampiro de
Highgate“, causou até histeria em Londres em 1970.
Tudo
começou por volta de 1967, quando um casal relatou que tinha visto sair de suas
tumbas vários mortos e casos de supostas testemunhas que tinham visto algo
similar foi aumentando.
Em
1970, três meninos descobriram o cadáver decapitado de uma mulher que tinha
sido enterrada em 1926. Tabloides e canais de TV contribuíram com a boataria,
com histórias que afirmavam que o cemitério não só era mal-assombrado, mas
também local onde repousaria um vampiro real, chamado de “Vampiro Rei de Valáquia“,
um nobre praticante de magia negra na região romena de Valáquia, que teria sido
trazido para a Inglaterra em um caixão no século 19, por seus seguidores e
também de um caso ocorrido em 1922, quando duas pessoas tinham sido mordidas
próximas ao cemitério.
Tudo
isso desencadeou, que em março de 1970, o cemitério de Highgate fosse invadido
por uma multidão de pessoas frenéticas e armadas que pretendiam dar caça aos
vampiros do lugar, sem que a polícia pudesse impedir e tudo sendo
televisionado, e essa euforia aumentou e o grupo ficou incontrolável.
Esse
fato levou até o cemitério centenas de curiosos, propiciando eventos bizarros,
exorcismos públicos, filmes, cerimônias satânicas, desmistificações, prisões de
caça-vampiros e mais uma infinidade de coisas estapafúrdias.
Mas
nem por isso o caso Highgate perde seu interesse. Algum tempo depois, uma outra
moça foi atacada supostamente por um vampiro, e foi então que Sean Manchester,
bispo da igreja católica e uma espécie de Van Helsing moderno, que dizia que já
tinha acabado com mais de 30 vampiros e presidente da “Vampire Research Society“
entrou no caso e em 1973, segundo ele, o vampiro foi localizado em uma
propriedade perto do cemitério, estaqueado e exorcizado.
Aparentemente,
a história tivera o seu fim, só que por volta de 1980 animais foram encontrados
mortos no cemitério de forma estranha, e novamente Manchester relatou a
jornais, que era trabalho de um vampiro, e que este também teve o mesmo fim,
sendo estaqueado e destruído e que os casos de vampiros que estavam acontecendo
no cemitério era fruto das atividades de satanistas e seus rituais de magia
negra feitos no mausoléu Cory-Wright, com chão de mármore, que havia sido
convertido em templo, contendo um pentagrama invertido e símbolos mágicos inscritos
no piso e nas paredes.
Especialistas
no assunto afirmaram que as inscrições tinham relação com uma entidade que só
poderia ser convocada para o plano terrestre se fosse realizar alguma missão.
Que
o cemitério tem muitos casos sobrenaturais relatados, ninguém questiona, mas
nada de concreto foi provado, e muitos acreditam que essas histórias de
vampiros rondando o cemitério partiu de Bram Stoker, autor de “Drácula”, que em
uma de suas histórias, se referiu ao cemitério de Highgate, como sendo o lugar
de descanso de um dos discípulos do Conde Drácula.
Relatos
dão conta de que Stoker também pode ter sido influenciado pelo caso de
Elizabeth Siddal, que morreu em 1855 e enterrada em Highgate.
Em
1862, seu corpo foi exumado por um parente perturbado, que alegava que alguns
poemas teriam sido enterrados com ela. Uma testemunha presente, Charles
Augustus Howell, descreveu como “impressionante” o que viu: o cabelo
vermelho-ouro de Elizabeth havia enchido o caixão, como se ela tivesse sido
enterrada viva, talvez em estado de catalepsia. (Fonte: Magnus Mundi)



Nenhum comentário:
Postar um comentário