O
Atenas Lunatic Asylum foi um dos manicômios mais sinistros de todo o território
americano. O título macabro não é à toa, o lugar era do mal de verdade.
O
local foi um hospital psiquiátrico especialmente movimentado desde que abriu,
no estado de Ohio, em 1874. Tinha uma fama para lá de ruim, com lobotomias
(intervenção cirúrgica no cérebro) e avistamentos paranormais de todo o tipo.
Desde
1874, ele tratava mais de 1800 pacientes em suas centenas de quartos e
laboratório. Os doentes, muitas vezes, eram deixados de lado e recebiam choques
ou ficavam com camisa de força o dia inteiro.
Algumas
das imagens mais controversas da medicina americana vinham de lá, como essa
operação de lobotomia. Os médicos também não eram grandes profissionais e
diagnosticavam coisas completamente sem sentido.
Afirmavam,
por exemplo, que 50% das mulheres internadas lá ficaram loucas por “pedirem o
divórcio”.
Para
o hospital eram mandadas pessoas com problemas comuns, como menopausa,
epilepsia e tuberculose. As acomodações eram tenebrosas, úmidas e sem higiene.
Além
dos que sofreram durante os tratamentos, os pacientes também morriam aos
montes. Os motivos envolviam principalmente falta de higiene nos tratamentos.
Os
cemitérios, ao norte do complexo de hospitais, geraram lendas sinistras que se
tornaram famosas. O mistério fica ainda maior porque os arquivos de tratamentos
do hospital são considerados secretos.
Existem
1.930 pessoas sepultadas por lá, são 700 mulheres e 959 homens enterrados como
indigentes e identificados apenas por um número na lápide. E o restante são
crianças, colocadas em uma lista separada.
Descobertas
feitas por jornalistas apontaram que uma vasta maioria da primeira leva de
mortos envolve veteranos de guerra que foram internados também por não terem
dinheiro para continuar vivendo.
Dos
grandes prédios que formavam o complexo de hospitais, apenas o grande prédio de
tratamento de tuberculose continua vazio e com a aura assustadora de um
manicômio das antigas. Os outros locais foram limpos e se tornaram armazéns
estaduais.
Marcas
sinistras e bizarras podem ser vistas por toda a parte e indicam algumas
pessoas que acabavam de morrer e inexplicavelmente ficavam marcadas. E o chão
jamais conseguia ser limpo de novo.
Paredes
aparentemente comuns escondem inscrições bizarras que ninguém jamais ousou
tentar decifrar. Em uma parede é possível ler: “Eles irão consumir você…”
Parte
dos problemas relacionados a decadência do lugar envolve a superlotação que
tomou conta, mas no fim dos anos 70 a proliferação da doença atingiu uma fatia
grande dos pacientes de outros locais.
Na
ala de tuberculose, altamente contagiosa, os pacientes eram isolados em quartos
individuais para evitar epidemias. No primeiro andar eram colocados os
considerados insanos, para evitar que eles pulassem as janelas. E havia também
uma ala infantil, descrita como “cheia das piores atrocidades possíveis”.
Parte
desse terror se deu pela falta de médicos suficientes para os atendimentos, e
por isso histórias sobre maus tratos e torturas genuínas eram relativamente
comuns. Atualmente, o prédio é mantido selado e todos os seus segredos
arquivados. (Fonte: Blog "A Casa do Medo")

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