Por
mais de 250 anos, indivíduos têm organizado expedições cientificas e
exploratórias a uma pequena ilha no Atlântico Norte em busca de um tesouro
fabuloso, que não se sabe se realmente existe ou está no campo dos folclores
locais. O tesouro de Oak Island estaria escondido num poço cuja engenharia
seria incrível para a época, fazendo com que o mar mantenha distância dos
curiosos.
Esse
poço consiste em um buraco profundo que se comunica com uma série engenhosa de
túneis laterais, através dos quais o mar inunda a área sempre que alguém
pretende escavar as suas profundidades. Homens voltavam à terra ensopados de
água do mar e cada vez mais confundidos. Os únicos achados até hoje foram: três
elos de corrente de bronze, dois pedaços de um pergaminho feito com pele de
carneiro e uma pedra com estranhas coisas escritas.
A
história teve início no final do século 18, em um dia em que Daniel McInnes
remou da pequena cidade de Chester até Oak Island para caçar. Quando estava em
cima de uma árvore reparou em uma clareira um buraco profundo e alguns pedaços
de navio.
Voltou
alguns dias depois com mais dois amigos, que começaram a cavar o buraco,
encontrando estacas de carvalho para sustentação das paredes. Os moradores de
Chester decidiram que era necessário cessar as buscas, uma vez que havia a
lenda do fantasma pirata em Oak.
A
busca foi retomada em 1805 pelo explorador Simeon Lynds, que era dono de uma
companhia de caça a tesouros perdidos. Ele desceu até encontrar o primeiro
obstáculo: a água do mar. Depois de descerem quase 30 metros de profundidade,
os exploradores se depararam com algo bem sólido no fundo, acreditando ser o
baú do famoso tesouro; quando aberto, era um selante de nível: mais 15 metros
de água. Durante vários dias tiraram milhares de baldes d’água e o nível não
desceu.
A
solução encontrada foi cavar um poço ao lado, para descer até onde o nível de
água teria acabado, fazendo uma curva para o poço original. Quando cavaram a
parede para fazer a ligação, a água inundou tudo. A empresa de Lynds já se
encontrava praticamente na falência sem obter nenhum sucesso.
Em
1849, os netos de Daniel McInnes tentaram firmar um novo consórcio para
encontrarem o tesouro, que já era uma lenda conhecida por todo Canadá e Estados
Unidos. O tal consórcio fez a exploração, mas o excesso de peso fez com que
parte do poço desmoronasse, o que iniciou uma série de novos boatos: no fundo
haveria uma enorme caverna com tesouros incríveis!
Apesar
desse boato, o novo consórcio descobriu o porquê de a água invadir o poço
sempre que havia escavações em determinado nível: havia dois túneis ligados à
praia, e conforme a maré subia inundava o poço para afugentar os curiosos. O
segundo túnel aquático só foi descoberto em 1943, estando a 45 metros de
profundidade.
Mais
de 200 anos depois ainda persiste a história com várias perguntas: quem
construiu o poço; com que forma de engenharia tão hábil foi feito; o que há
dentro dele; haverá realmente um poço? Será essa história um fato ou uma
tremenda farsa?
O
historiador Rupert Furneaux tem a teoria mais plausível. Considerando o estado
da corda e da madeira encontrados em 1795, o poço não deveria ter sido escavado
antes de 1780, o que situa a engenharia na época da Guerra da Independência dos
Estados Unidos. É muito provável que os ingleses tenham escondido moedas e
armas na ilha, uma vez que eles tinham uma base em Halifax, no Canadá, muito
próximo ao local.
Furneaux
argumenta que a engenharia usada na proteção do poço é tão grande que não
parece ser uma engenharia simples de um pirata, mas sim algo extremamente
trabalhoso, de um grupo grande de homens e engenheiros, o que na época só
existia entre os colonizadores ingleses.

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