Segundo o artigo da Revista Time ("Time
Magazine"), em 1930 o Professor Wu
Chung-chieh, diretor do Departamento de Educação da Universidade de Chengtu,
encontrou registros do Governo Imperial Chinês datados de 1827 congratulando
Li Ching Yuen por seu aniversário de 150 anos.
Em seu livro "Ancient Secrets of Youth",
Peter Kelder registra a história de Li Ching Yuen contada por um de seus
discípulos, o Mestre de “Tai Chi Chuan”, Da Liu.
Ele conta que com 130 anos o Mestre Li encontrou
nas montanhas um eremita de idade ainda maior que lhe ensinou o Pa-Kua e
um conjunto de práticas de Chi Kung, que incluíam treinamentos de respiração,
movimentos coordenados com sons, e recomendações sobre a alimentaçao e o
uso de ervas medicinais.
Segundo Da Liu seu mestre dizia que sua longevidade
era devida ao fato que realizou estes
exercícios a cada dia, regularmente, corretamente, e com sinceridade por 120
anos.
O Dr. Yang Jwing-Ming, em seu livro
"Muscle/Tendon Changing and Marrow/Brain Washing Chi Kung." declara
que Li Ching-Yuen foi um herbalista chinês praticante de Chi Kung que passou a
maior parte de sua vida nas montanhas.
Em 1927 o General Yang Sen (揚森), membro do Exército Nacional Revolutionário chinês o convidou para ir
à sua residência em Wann Hsien, província de Szechuan, onde a fotografia reproduzida
neste artigo foi feita.
O General Yang Sen publicou um estudo relatando
suas pesquisas sobre ele, "Um Registro Factual sobre o "Homem
de Sorte" de 250 anos.", onde descreve a aparência do Mestre Li
Ching Yuen quando o conheceu: Sua visão era perfeita e sua pele
firme; Li tinha sete pés de altura, unhas muito longas e compleição
forte."
Stuart Alve Olson escreveu em 2002 o livro
"Ensinamentos de Qigong de um Imortal Taoista: Os oito Exercícios
Essênciais do Mestre Li Ching Yun".
Neste livro o autor transmite a prática do Chi Kung
dos Oito Panos de Seda ("Eight Brocade Qigong"), que aprendeu com o
mestre de Tai, Chi Chuan T.T. Liang.
Liang por sua vez aprendeu estes treinamentos
diretamente com o próprio General Yang Sen, responsável por trazer o Mestre Li
Ching Yuen a público e autor do livro em chinês sobre suas práticas com
orientações do Mestre Li que Olson traduziu e incorporou em seu livro.
Os praticantes da arte marcial Jiulong Baguazhang, também
conhecida como Nine Dragon Eight
Diagram Palm, alegam que sua arte foi concebida pelo sábio taoísta Li Ching Yuen.
O Mestre Liu Pai Lin mantinha no espaço em que
dava suas palestras em São Paulo uma foto sua, onde eram visíveis suas
longas unhas espiraladas. Ele destacava a importância que este mestre, que
conhecera pessoalmente na China, dava ao cultivo do Vazio (Wu Wei).
Seu filho, Mestre Liu Chih Ming, ensina no Centro
de Estudos da Medicina Tradicional e Cultura Chinesa (CEMETRAC) uma sequência
de exercícios transmitida por Li Ching Yuen, o Chi Kung das Doze Sedas.
As diversas histórias sobre o Mestre Li Ching Yuen
destacam seu papel como herbalista, usuário e divulgador do emprego de Gotu
Kola (Centella asiática) e outras ervas medicinais como Ginseng e Alho para
manter a saúde e a longevidade.
Ao conhecer a história de Li Ching Yun, a primeira
reação de muitas pessoas é duvidar que um ser humano possa realmente ter
atingido tal idade. É pouco provável que sua alegação venha algum dia a ser
comprovada por documentos aceitáveis sem qualquer possibilidade de contestações
no Ocidente.
Se o resultado das pesquisas realizada nos antigos
registros oficiais chineses (não reconhecidas oficialmente no Ocidente) fosse
considerada indiscutível, Li Ching Yun seria reconhecido como a pessoa mais
longeva com sua idade atestada por documentos, tendo vivido mais de 100 anos
além do atual recorde documentado.
O atual recorde oficial de longevidade, atestada
por documentos, pertence à francesa Jeanne Louise Calment, que faleceu em 1997com
122 anos.

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